28 de outubro de 2011

Dia das Bruxas??? ESCLARECENDO O HALLOWEEN!

BRUXARIA TRADICIONAL: Esclarecendo o Halloween


Como é comum a cada ano com a chegada do final de outubro, os lojistas abrem as portas para a comercialização de fantasias, doces e artefatos, pois afinal das contas é o famoso Dia das Bruxas, a tão comemorada festa de Halloween!

Halloween é uma festividade, tal como o carnaval, portanto são comemorações populares e não ritualísticas religiosas e assim não deveria ser um assunto tão batido e divulgado excessivamente por movimentos religiosos. Temos visto estórias místicas sobre a festividade tal como uma campanha fervorosa por fundamentalistas cristãos ao ponto de inventarem um "senhor da morte", "práticas de sacrifício" e "necromancia" (do Grego: "morte" e "adivinhação”).


O Conselho de Bruxaria Tradicional vem novamente  esclarecer e ajudar as crianças a se divertirem e a comerem os seus docinhos!





A primeira pergunta é:   De onde surge o Halloween?
- Essa é fácil, vem dos EUA!

E o que significa a palavra Halloween?
Essa palavra é de origem inglesa e não tem nenhuma correspondência com as línguas celtas, ao qual significa originalmente "All Hallows' Even"(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day). A abreviação da frase "All Hallows' Even" passou a "Hallowe'en", e mais tarde ao que conhecemos por "Halloween".

Portanto o Halloween é uma festa popular cristã na Noite de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos.
Conforme as tradições judaica e cristã, consideram os dias sagrados do pôr do sol de um dia até o pôr do sol do dia seguinte, o costume se propagou até os dias de hoje conforme algumas celebrações, tal como a véspera de Natal, de Ano Novo, etc.


Halloween, o Dia das Bruxas (?)

Já que é uma festa típica com referência aos Santos, qual o motivo da ligação com fantasias e bruxas?
O EUA é um país que recebe muitos imigrantes, porém no século dezoito houve um grande volume de imigrantes da Irlanda e Escócia trazendo assim seus costumes e lendas, lembrando que já nesta época estes povos já eram cristãos, contudo por ser um povo muito festivo e de forte nacionalismo, transformaram esse momento em uma festividade onde as crianças se fantasiam e pedem doces nas casas. 
Como a figura da bruxa faz parte do imaginário popular ela foi tomando lugar de destaque e diante do movimento de folcloristas criaram um link de festividade com o mágico e os ancestrais europeus, no caso da Irlanda e Escócia eram os Celtas.



Halloween e os Celtas (?)

Os celtas comemoravam o festival de Samhaim na data aproximada, porém, conforme os estudos que temos, esse momento era como o Ano Novo, onde até hoje temos uma frase bem comum que diz “Feliz Ano Novo, Adeus Ano Velho”, ou seja, a morte do ano velho, as preces para o fim do inverno, o culto aos ancestrais. Como podem perceber... nada de doces, fantasias ou travessuras!



Concluindo, não existe ligação religiosa, existe sim uma menção popular de base folclórica, separada por séculos de existência dos antigos cultos pagãos com as festividades lúdicas contemporâneas.


Devemos esclarecer também que as bruxas não são exclusivamente celtas, a bruxaria é uma religiosidade da era Antiga na Europa, devemos lembrar que muito da religiosidade pagã foi absorvida posteriormente pela Igreja Católica como ainda fazia parte das crenças populares mesmo que devotas do cristianismo, tal como simbologias como o culto as divindades/ santos, aos ancestrais/ mortos e assim por diante.

Então é necessário mais conhecimento sobre a história dos povos e a origem folclórica, pois existem algumas visões conturbadas sobre as sociedades antigas e seus costumes em comparação aos nossos hábitos atuais, bem como a insensibilidade para tratar de assuntos de religiosidade que fatalmente irão a favor da intolerância religiosa.





Cordialmente,

Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria
 
 

Fonte:  http://bruxaria-tradicional.blogspot.com/2011/10/bruxaria-tradicional-esclarecendo-o.html

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26 de outubro de 2011

27/10: DIA DA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O GATO PRETO!!!



Vamos divulgar nossos pretuchos reluzentes lá na página da Cats Protection!

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Nós demos uma passadinha na página da
Cats Protection e publicamos 7 fotos de pretinhos! Lindos e reluzentes! E 5 deles estão para adoção!

Ainda dá tempo! A campanha continua até dia 31. Participe e deixe seu pretucho registrado lá!
 
MANECO


 SAMUKA
 
LARA

JONNATHAN


MAITÊ

PRETUCHO
 
MAYA




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25 de outubro de 2011

BRUXARIA: Entendendo O QUE É e O QUE NÃO É


Bruxaria Tradicional:  a Religião e o Charlatanismo


É normal cruzarmos com textos que usam de algumas frases já batidas, que Bruxaria Tradicional é um ofício, que lutam contra preceitos modernos, que falam no diabo como o deus das bruxas, que foi iniciado pela avó, que é a arte paleolítica, que usam frases genéricas, que traduzem errôneamente para a língua portuguesa, que fazem entrevistas comprometidas com interesses comerciais, que colocam os títulos antropológicos e das ciências acadêmicas para justificar as mais malucas convicções sem fundamento algum e que seriam apenas teses.

O nosso objetivo não é desmascarar os charlatões, nossa função é dar base para que o próprio leitor assim o faça, até porque as pessoas têm que viver de alguma forma, algumas buscam os caminhos da distorção, outros usam da fé alheia para vender produtos e assim caminha a humanidade, não é uma questão simples religiosa, é uma questão de maior abrangência em nossa sociedade.

Vamos partir do que existe em termos de divulgação nos dias de hoje, uma imensa confusão onde cada pessoa tem uma idéia muito própria do que seja Bruxaria, temos dois momentos muito interessantes, Bruxos que estão ligados ao conceito paganismo e "Bruxos" ligados historicamente aos relatos medievais da Igreja Católica como sendo figuras que cultuam o Diabo, e isso ficou impregnado no conceito agregado de práticas mágicas marginalizadas e de malefício tal como no imaginário popular usado na indústria de entretenimento (Disney por exemplo).  
A primeira linha trata da ligação de espiritualidade anterior ao cristianismo, chamamos de culto religioso, com base em prestar culto à natureza, às divindades, conectando o nosso ser à egrégora da natureza, estas práticas, mais a espiritualidade, mais as formas de culto, chamamos de religiosidade. Temos que entender que a palavra religião, tão polêmica,  é apenas um rótulo que dá significado a ações, ela não tem que estar ligada ou restrita à forma de culto da Igreja Católica, por exemplo, não precisa ter inúmeros seguidores, não precisa ser cultuada na igreja ou templo, pois o que citamos aqui é a manifestação religiosa, e não a estrutura física e nem mesmo discutimos ritualísticas, muito embora algumas práticas mágicas, em essência, são voltadas à Magia Cerimonial e, portanto, podem ser muito mais complexas do que seria um simples culto religioso.
 
A segunda linha é baseada no que a Igreja Católica conceitua como bruxariaS, ou seja, um culto demoníaco, imoral, trevoso e portanto pecaminoso, feito por marginais/criminosos e que representa uma doença à sociedade e por muito tempo foi determinada pela área médica como uma patologia, uma demência tal como meros casos de crendices de gente sem cultura e com intenções ligadas ao charlatanismo usando da fé alheia exercendo o ofício da feitiçaria. Tanto que a própria Inglaterra baixou leis contra BruxariaS tal como temos hoje no Brasil nos artigos do Código Penal:
Art. 283 - Charlatanismo
Art. 284 - Curandeirismo

Até então estamos nos referindo apenas ao termo Bruxaria, isto complica um pouco mais com o termo Tradicional, e aí temos mais duas visões muito diferentes, a primeira faz menção ao conhecimento passado de forma hereditária, preservando mitologia, folclore, espiritualidade, feitiçaria, costumes, preservação da identidade cultural/religiosa, contra o sincretismo, entre outras atividades que reforçaremos aqui como religiosidade, e temos a segunda versão que trata da Filosofia Perene (Escola Perenialista ou Tradicionalista), que nasceu no Vaticano pelo bibliotecário Agostinho Steuco (1540), que passou por filósofos da idade moderna (Sec. 19) e que acreditam em uma visão de que todos os caminhos irão a favor de Deus e que todas as coisas nasceram de Deus.

Temos visto alguns livros espalhados tanto aqui no Brasil como fora utilizando da segunda visão, muitos escritores que misturam santos católicos, duendes, demônios, fadas, diabo, deus, por fim tudo o que podem, e chamam isto de práticas mágicas, chamam de Bruxaria(?) e Tradicional, quando não passam de ecletísmo místico (esoterismo) e feitiçaria generalizada.

Para nós do Conselho de Bruxaria Tradicional entendemos o rótulo "Bruxaria" como sendo um caminho religioso que difere da visão moderna dada por filósofos do século 19, como também não somos a favor da visão cristã para o termo. Se fizermos uma pesquisa nas pessoas que se dizem bruxas, elas falarão com indignação dos crimes causados pelo tribunal no Santo Ofício (Santa Inquisição) Idade Média, elas não se identificam com o Deus das igrejas cristãs tal como não nutrem nenhuma ligação com a criação de oposição da figura do Diabo, também são direcionadas à espiritualidade ligada à natureza, às questões ampliadas de consciência, portanto também não são devotas à demonologia cristã ou mesmo com sincretismo com santos, se o fazem serviu como um disfarce que hoje, com a abertura religiosa, não se faz mais necessário.

Agora podemos até argumentar sobre o Diabo e os demônios serem uma derivação das divindades do mundo pagão, entretanto não é por isso que iremos cultuar a figura do Diabo cristão como um culto de rebeldia, pois a Bruxaria ancestral, e não a rotulada pela Igreja Católica, não esta ligada ao anti-cristianismo, tal como essa filosofia passa longe de nossas crenças.

Iremos ver no mundo muitas crenças tradicionais, muitos fenômenos de feitiçaria, a palavra witchcraft não é mais uma tradução representativa para a espiritualidade exclusiva dos bruxos, ela se tornou apenas um rótulo que significa feitiçaria; pode ter sido seu significado original, mas hoje diversos grupos a utilizam tal como satanistas ou pessoas ligadas às crenças africanas, é só entrarem em algum dispositivo de busca na internet e verão a distorção do rótulo. Com isso vou demonstrar aos leitores como o termo witchcraft pode ser qualquer coisa ligada à feitiçaria: Voodoo, Satanismo, Wicca, Esoterismo, etc... Dado à quantidade de livros citando o termo e as diferentes crenças.




E tem muito mais por ai!

A grande confusão é que as pessoas confundem o termo Feitiçaria com Bruxaria, para alguns a Bruxaria segue a mesma métrica do termo feitiçaria de malefício dada pela Igreja Católica, podem fazer suas próprias constatações, são os mesmos sujeitos que se vestem de preto e vermelho, que usam com freqüência o termo Diabo ou Demônios, são os mesmos que acreditam que a Bruxaria não esta ligada ao paganismo, afinal de contas, dada à influência Católica, o que fazem é apenas "magia negra", são conhecidos aqui no Brasil como pais e mães de poste ou de encosto!


BRUXARIA TRADICIONAL E O POLITEÍSMO, XAMANISMO E ANIMISMO

Sobre ser politeísta ou não, poli (muitos) teísta (deuses), para nós, que seguimos a Antiga Religião, e falamos com propriedade, pois estamos baseados na religiosidade da Era Antiga, sabemos que a maioria dos povos antigos era politeísta, o animismo, conceito que diz que todas as coisas têm alma, não diverge do politeísmo, até por que o politeísmo acredita no conceito alma e apenas separou as pequenas das grandes almas (deuses) e esses são a personalização das forças da natureza.

A Bruxaria Tradicional está ligada ao Xamanismo? Boa questão, primeiro que temos dois conceitos diferentes, o primeiro que o termo nasceu da Sibéria na aldeia Tungusi, portanto xamã somente seria o líder religioso daquela determinada cultura, porém como o termo witchcraft se generalizou tal como shamanism (xamanismo) e qualquer prática de êxtase de base ancestral se tornou xamanismo, a Bruxaria em sua forma tradicional tem práticas de êxtase tal como tem outras ferramentas em sua crença.

Segue um trecho bem interessante sobre Xamanismo:

Xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções – de sacerdote e curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, a músico e poeta, narrador e guardião dos mitos e histórias do seu povo. O termo original saman vem justamente do verbo “conhecer” na língua siberiana manchu-tungus. A definição clássica de xamanismo – “técnicas arcaicas de êxtase” – pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), especialista em História das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduziam identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto Sibéria, Austrália e Amazônia.


Terminamos mais um artigo para que você, estudante, entenda as diferenças e encontre o caminho que tenha maior afinidade, esqueça os iniciados das fraternidades “ocultas”, pois estas hoje em dia estão mais aparentes do que muito comércio, entenda que quem faz livro é qualquer um que escreve e tem dinheiro para investir na publicação e não por mérito ou notoriedade, veja os tais estudiosos acadêmicos, a maioria não sabe diferenciar a idade moderna dos movimentos filosóficos modernistas, saiba que a grande maioria dos bruxos não acredita na mitologia cristã bem como tem uma religiosidade diferenciada além da prática da feitiçaria (ofício/ trabalho).

Vivemos em um mundo materialista, e tenha certeza que muitos irão distorcer qualquer coisa para venderem seus livretos ou iniciações, ou seja, não foge a nenhum segmento da sociedade tirar proveito de situações e da boa fé alheia, e isto existe hoje como sempre existiu, não é à toa que temos leis contra charlatanismo e curandeirismo até hoje mesmo aqui no Brasil.

Portanto, não seja mais um papagaio que repete tudo; estude, analise, veja os interesses por trás do que é colocado e tenha certeza de seguir um caminho conforme acredita e vai de encontro às suas crenças interiores. A Bruxaria Tradicional não tem papa como também não tem bíblia e desconfie de quem se diz bruxo e acredita em santo ou em demônios, pessoas confusas levam a caminhos tortuosos, mas conforme elas mesmas pregam, no final tudo dá certo, pois todos os caminhos levam a Deus ou ao Diabo...

Cordialmente,

Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria
http://www.bruxariatradicional.com.br
 
Fonte: http://bruxaria-tradicional.blogspot.com/2011/10/bruxaria-tradicional-religiao-e-o.html

 

Diferenças entre a maioria das Religiões e a
Bruxaria Tradicional



                                                   

Religião não é apenas uma, são centenas.
A Bruxaria Tradicional é mais uma Religião.

As outras Religiões conduzem os que dormem.
A Bruxaria Tradicional interage com os que estão despertos.

As outras religiões são para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e que querem ser guiados.
A Bruxaria Tradicional é para os que prestam atenção à Voz Interior.

As outras religiões têm um conjunto de regras dogmáticas.
A Bruxaria Tradicional convida a raciocinar sobre tudo, e a questionar tudo, para criar as próprias regras de existir.

As outras Religiões ameaçam e amedrontam sob a forma do Pecado.
A Bruxaria Tradicional ensina a encontrar a Paz Interior, para renascer com outras atitudes dentro da lucidez da própria liberdade limitada pela autodisciplina.

As outras Religiões falam de pecado e de culpa.
A Bruxaria Tradicional diz: "aprenda com o erro".

As outras Religiões reprimem tudo,  tornando as pessoas falsas e obrigadas a usar de Hipocrisias.
A Bruxaria Tradicional transcende tudo,  permitindo que as pessoas se tornem verdadeiras!

As outras Religiões têm o Deus único que está em lugar inatingível.
A Bruxaria Tradicional desenvolve a sensibilidade de sentir Deuses em Tudo que ocupa espaço no Grande útero, o Planeta Terra e, portanto são Deuses/Deusas.

As outras Religiões inventam e recriam a história da humanidade de acordo com seus interesses em cada momento e época.
A Bruxaria Tradicional descobre, pesquisa, busca em campo a trajetória da humanidade.

As outras Religiões não levam seus seguidores a indagar nem questionar filosoficamente a vida do homem no Planeta Terra.
A Bruxaria Tradicional questiona tudo, seja cientificamente, seja filosoficamente e principalmente espiritualmente.

As outras Religiões formam organizações com regras.
A Bruxaria Tradicional se permite regras para formar organizações.

As outras Religiões causam divisões de grupos étnicos.
A Bruxaria Tradicional tem como um dos princípios a União desses grupos.

As outras Religiões buscam adeptos para que acreditem nas leis das Igrejas.
A Bruxaria Tradicional busca primeiro acreditar nas suas próprias leis internas, seus limites e qualidade de caráter. Para só depois chegar à religiosidade, só depois vivenciar as leis que regem o Universo.

As outras Religiões seguem os preceitos de um livro sagrado.
A Bruxaria Tradicional  busca o sagrado na natureza para só depois escrever seu próprio livro sagrado.

As outras Religiões se alimentam do medo.
A Bruxaria Tradicional se alimenta da Confiança e do Amor.

As outras Religiões fazem viver no pensamento.
A Bruxaria Tradicional faz Viver na Consciência.

As outras Religiões se ocupam com fazer acreditar nisso ou naquilo.
A Bruxaria Tradicional se ocupa com a Integridade do Ser.

As outras Religiões alimentam o ego.
A Bruxaria Tradicional busca Transcender as armadilhas do mesmo.

As outras Religiões fazem seus seguidores renunciarem às “coisas” do mundo.
A Bruxaria Tradicional leva a valorizar tudo que possuem com o trabalho honrado, pois não se faz voto de pobreza, e sim de prosperidade para todos.

As outras Religiões vivem de adoração.
A Bruxaria Tradicional vive de celebração.

As outras Religiões sonham com a glória e com o paraíso.
A Bruxaria Tradicional faz viver a glória e as conquistas da vida aqui e agora.

As outras Religiões vivem no passado.
A Bruxaria Tradicional vive o presente reverenciando o passado e construindo o futuro.

As outras Religiões enclausuram a memória dos seus adeptos.
A Bruxaria Tradicional liberta e expande a Consciência.

As outras Religiões acreditam na vida eterna.
A Bruxaria Tradicional busca ser consciente da vida em várias dimensões e se fazer responsável por elas.

As outras Religiões prometem um Deus para depois da morte.
A Bruxaria Tradicional encontra vários Deuses em seu Interior durante toda vida.

As outras Religiões negam conhecimentos aos seus seguidores.
A Bruxaria Tradicional vincula a busca pela sabedoria e pelo conhecimento à própria evolução.

As outras Religiões ensinam que a Paz e a felicidade estão em um lugar distante, e dependem da aprovação de um Deus.
A Bruxaria Tradicional ensina a encontrá-las dentro de si mesmo.






Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama   











Cordialmente,

Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria
http://www.bruxariatradicional.com.br
 
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22 de outubro de 2011

Tentando evitar O ABANDONO



Cartaz afixado em diversos pet shops e clínicas da nossa região

Protetores normalmente recebem várias ligações ou e-mails de pessoas pedindo para acolher seus animais, pois não podem mais ficar com eles. Normalmente essas pessoas sentam ao telefone com zilhões de nrs e começam a fazer ligações, tentando achar um lugar para os animais. Ou digitam um e-mail e mandam prá várias OnGs e abrigos. Isso é lugar-comum prá nós, protetores. Via de regra, estamos lotados, não é mesmo? E também não nos parece justo assumir um animal que tem dono, normalmente já adulto ou até idoso, já que o que nós fazemos o dono do animal também pode fazer: tentar doá-lo! Mas... será que ele sabe de que forma agir? Será que já não tentou doar para amigos e parentes e, como não conseguiu, acredita que esgotaram-se as possibilidades de doá-lo?



Nosso foco deve sempre estar voltado para o bem estar dos animais, e precisamos ter como objetivo a prevenção do abandono. Vamos aqui pensar nos animais, já que para eles não faz diferença a justificativa de seus donos para que não sejam mais desejados na casa. Independentemente dos motivos que levam uma pessoa a desfazer-se de seus animais, eles não têm culpa e precisam de ajuda ANTES de serem abandonados.



Dependendo do caso, podemos tentar explicar e/ou esclarecer alguma informação distorcida que a pessoa tenha sobre o motivo que a leva a não querer mais o animal. Mas raramente o abandono ocorre de um dia para o outro, algum fator externo desencadeia acontecimentos que levam as pessoas a optarem por não ficarem com seus animais. Isso leva um tempo, e o motivo mais freqüente é a mudança de residência. Eles não cabem na nova casa ou apartamento.



Nanny, acolhida prenhe pelo projeto, Ela e os filhotes já foram doados.



Alguns outros motivos também bastante comuns: o animal cresceu muito além do esperado; a fêmea (cadela ou gata) deu cria e a pessoa não quer ficar com os filhotes; a pessoa ganhou o animal de presente, ficou um tempo com ele, mas não gosta de bicho e não quer mais o animal em casa; alguém da família está doente e a pessoa não tem mais tempo para cuidar do animal. E por aí vai... justificativas não faltam, e não adianta discutir: a pessoa que faz o contato quer ajuda para tirar o animal da casa, se nós não orientarmos de alguma forma, ele vai parar na rua... o que é muito pior, pois vai sofrer, adoecer, passar fome, frio e sede, poderá sofrer maus tratos, ser envenenado, atropelado... prá no fim, algum protetor acabar recolhendo em estado lastimável! Por que não tentar prevenir isso tudo? Tanto pelo bem do animal como para nós mesmos, protetores? Por que não delegar um pouco de responsabilidade para o dono do animal?

Podemos ajudar, mas não assumir o caso nem o animal. As pessoas precisam ter consciência que assumiram uma responsabilidade quando adotaram aquele animal. Só "repassá-lo" para outra pessoa quando não o quer mais é muito fácil... e as pessoas estão mal acostumadas, acham que protetores e OnGs tem a obrigação de fazer as coisas. Precisam perder esse hábito, nós não podemos tudo, de jeito nenhum!



Pensando desta forma, explico, em primeiro lugar, que os protetores estão sempre lotados, pois nossa prioridade são as emergências que pipocam todo dia pelas ruas envolvendo animais sofrendo maus tratos, atropelados, doentes, fêmeas parindo ou com filhotes... e mesmo assim, não damos conta de todos os casos, muitos morrem pelas ruas porque ninguém consegue socorrer. Aí aproveito para avisar a pessoa que abandonar seu animal só vai fazê-lo sofrer, pois não é garantido que alguma "boa alma" vá acolher e cuidar dele. Os protetores e abrigos estão lotados...

Outra coisa muito importante: NUNCA diga a ela que, se ela abandonar o animal, VOCÊ vai denunciá-la. Você até pode pensar nisso, mas não diga. Ela entrará na defensiva com você, poderá até demonstrar agressividade (ela precisava de ajuda, e você está ameaçando denunciar...) e quem vai pagar por isso é o animal. Diga, SIM, que o abandono é crime previsto em lei e que ela pode ser vista praticando este crime e denunciada - por qualquer pessoa.



Em seguida, pergunto sobre a castração. Se o animal está castrado e vacinado, pode ser divulgado para adoção. Caso contrário, oriento sobre a castração gratuita da Prefeitura (em São Paulo). Se a pessoa é de alguma outra cidade vizinha, oriento a procurar a Prefeitura ou a Vigilância Sanitária para informar-se sobre a castração gratuita. Dependendo da cidade, se tenho conhecimento, informo o nome de OnG(s) locais que poderão dar mais dicas a respeito.



Para divulgação, costumo indicar o site Olhar Animal (www.olharanimal.net) para que a pessoa veja onde tem feira de adoção na sua região e tente fazer contato com os organizadores dessas feiras, buscando espaço para levar seu animal em alguma delas. Se isso não for possível, indico o site SOS Animais (www.animaisos.org) para publicar o anúncio de adoção do animal. É fácil e rápido, fazendo um cadastro simples na hora o anúncio já pode ser publicado. Costuma dar um bom retorno, alguns protetores gostam muito de anunciar neste site. Mas há vários outros, menciono esses dois por conhecer apenas.


Podemos também ajudar a divulgar o animal, desde que já esteja castrado e vacinado. A pessoa pode nos enviar a foto, algumas informações básicas e um telefone ou e-mail para contato. Não precisamos nos envolver diretamente na doação do animal, podemos apenas ajudar na divulgação. Com certeza temos uma rede para divulgação muito maior do que uma pessoa não envolvida com a causa animal. Mas temos que nos conscientizar, acima de tudo, que estamos ajudando o animal... mesmo que a vontade seja esbravejar com a pessoa pelo telefone!



Redigi algumas informações e montei um folheto para distribuição na I Marcha pelos Animais, que aconteceu no último dia 01/10 no centro de São Paulo. Incluo o arquivo abaixo, sintam-se à vontade para compartilhar. As informações sobre castração são válidas apenas para o município de São Paulo.

Se alguém quiser o arquivo em Word para fazer alterações, imprimir e xerocar, como fiz para a Marcha, deixe comentário aqui com o e-mail para que eu possa enviar, ok? Está formatado para 2 por página tamanho A4.






Folheto distribuído na I Marcha pelos Animais em São Paulo, em 01/10/2011




Espero que essas informações sejam úteis de alguma forma.


Abraços,
Iridê


Considerações finais:
Considero importante que nós, protetores, tenhamos uma posição coerente. Pq quando alguém recebe um Não de um protetor, insiste e procura até achar alguém que diga Sim (e na maioria das vezes, esse alguém não pode dizer sim, não tem como assumir mais animais, nem com a promessa de ajuda para custear o animal...que normalmente é esquecida após alguns meses). Podemos ajudar, orientar, mas não assumir o animal que está em alguma casa e tem um dono! As pessoas precisam começar a compreender que protetores independentes e OnGs não tem obrigação de socorrer todos os animais, não tem verba nem estrutura prá isso, dependem de doações, estão lotados com os casos emergenciais recolhidos das ruas e de maus tratos (com esses a gente se depara todos os dias...).
Não faz sentido pregarmos a Posse Responsável dos animais se, qdo alguém nos procura para "se livrar" de seu animal, nós acolhemos sem delegar nenhuma responsabilidade ao dono dele. Minha opinião, ok? Nada contra quem acolhe, desde que tenha espaço e verba prá custear adequadamente as despesas do animal e encaminhá-lo para adoção. Mas infelizmente nao é isso que acontece com a grande maioria de protetores e OnGs, não é mesmo? Estamos sempre lotados e com o financeiro no vermelho...
As pessoas precisam começar a entender que não somos Deuses onipotentes e onipresentes... somos simplesmente pessoas, e o que fazemos pelas dezenas de animais que mantemos elas podem fazer por um animal. É só querer, ter boa vontade e praticar a tão famosa Posse Responsável.
"Onde há uma vontade, há um caminho". (Sabedoria oriental).

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19 de outubro de 2011

Sobre BRUXOS e GATOS


Para todo bruxo, a relação com a natureza, com a fauna e flora, ocorre de forma muito fluídica. Sendo ele um tramitador de mundos, passeia entre as realidades  - sem fronteiras - em pé de igualdade com outros seres, incluindo os animais, e faz parte de suas crenças a transmigração da alma, ou seja, consideram os bruxos que a sua essência pode se apresentar das mais variadas formas, inclusive em forma animal diferente da humana, e é deste conhecimento que nasce então seu respeito a toda classe de seres.

Ao contrário do que muitos pensam, influenciados obviamente pela visão cristã, que discriminou qualquer manifestação de religiosidade diferente de seus dogmas, a Bruxaria - cuja existência é muito anterior ao cristianismo - NÃO consiste em meramente práticas de feitiçaria, nem possui conceitos maniqueístas de bem e mal ou a divisão dualísta deus/diabo, mas consiste sim em crenças campesinas - pagãs - de cunho politeísta, de culto aos ancestrais e na manifestação de todo legado cultural e folclórico dos povos europeus pré-cristãos.

E este folclore, expresso também na mitologia de cada povo, acaba sendo a forma ilustrativa para se demonstrar tais práticas e crenças pagãs inerentes à Bruxaria.

Dessa forma, nós, do Conselho de Bruxaria Tradicional, em parceria com o Projeto SOS Felinos, visando desmistificar a associação errônea feita entre felinos e Bruxaria advinda deste maniqueísmo, apresentamos um apanhado das diversas mitologias européias que consideram gatos animais sagrados e relatam sua proximidade com o ser humano.

Com isto, cabe reflexão bem simples, caro leitor:

Como os gatos, tenham a pelagem que tenham, mas em especial os pretos, poderiam ser associados ao 'mal' e à Bruxaria, se para a bruxaria o mundo não é dividido em bem e mal? Começa já aí o contrasenso!

A distorção dos valores pagãos de sacralidade dos animais, em conjunto com o pensamento maniqueísta, leva a conclusões absurdas tais como:

gato = animal = sagrado para o pagão e  
mal = trevas = escuro = preto, 
 logo, gato preto é mal.

Eis a origem de uma tolice até hoje enraizada no inconsciente de muitos.

E ainda para reflexão, como poderiam os bruxos então maltratar indiscriminadamente gatos, tendo a bruxaria esta visão de igualdade e sacralidade com os animais, demonstrada através das mais diversas manifestações culturais dos povos que foram a base pagã?


Esta sacralidade é comprovada através do artigo 

"O Culto dos Gatos nas Mitologias e Folclores Europeus"


Mitologia Germânica:

Freya: Era a mais renomada das Deusas, irmã gêmea de Frey, chamada de “a noiva dos Vanirs”. Freya tinha muitos nomes, sendo conhecida como a Deusa do amor, da sexualidade e da beleza, também é a Deusa da guerra que recebe os heróis que morrem nos campos de batalha, juntamente com Odin. Podia assumir a forma de um falcão e viajar grandes distâncias. Associada a um tipo especial de feitiçaria conhecida como Seidr, às jornadas xamânicas e à adivinhação, geralmente chamada de Volva. 
Freya viajava numa carruagem puxada por gatos, o que sugere que os gatos também estavam entre os espíritos de animais que a auxiliavam em sua viagem sobrenatural.

 
Mitologia Romana:

Quando surgiu o Império Romano, vários gatos foram contrabandeados do Egito por comerciantes fenícios, e tornaram-se em pouco tempo bastante queridos por seu auxílio na caça aos animais daninhos.
Na medida em que o Império Romano se expandia, o gato se difundia, tornando-se cada vez mais manso.
Há rumores de que tanto os romanos quanto os gauleses teriam adotado o hábito de enterrarem os gatos com seus donos, como comprovam algumas pedras funerárias encontradas em vários países da Europa.

 
Mitologia Celta:

Existem muitas referências aos gatos na mitologia celta. Algumas das funções míticas que mais representaram este animal é o serviço de tramitar entre mundos e a de guardião que  ajuda a guardar as portas do Outro Mundo.
Segundo a tradição celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que numa das suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.


Diz a lenda que, no País de Gales, a Deusa Brigit tinha o gato como companheiro.



Mitologia Grega:

Ártemis ou Artemisa é a patrona dos animais, é a virgem caçadora do Olimpo. Ela tem uma estrutura atlética e é uma arqueira exímia. Irmã gêmea de Apolo. Seus símbolos são: o arco e flecha, a tocha e animais em geral, principalmente o cão, o gato, o leão, a corsa e o urso.



Folclore Inglês:


Na Inglaterra de 936, os gatos haviam se tornado tão valiosos que a lei estabelecia penas severas para quem os matasse, baseadas nas suas qualidades de caçador.
Assim sendo, um gato adulto tinha um enorme valor.
 
Ainda teremos Grimalkin, um gato cinza com poderes mágicos. Muitas obras de arte têm sido dedicados ao Grimalkin. É um fato comum ligar os gatos à magia.  É interessante notar que mesmo o Grande Bardo (Poeta) Shakespeare recitou sobre Graymalkin em Macbeth. No Ato I, a primeira bruxa diz: "Eu venho, Graymalkin", quando sua gata a chama.


Folclore Polonês:

A planta "Willow Cona" deriva seu nome de um mito antigo de um gato polonês. O mito é o seguinte: Um dia, a mãe gato estava sentada em um banco perto de um rio, chorando porque seus gatinhos tinham caído na água e, mesmo correndo, ela não conseguia chegar até eles. Os juncos ouviam os lamentos da mãe gato e sentiram pena que se dobraram para que os filhotes pudessem se agarrar em seus longos caules, salvando-os e dando à gata mãe de volta seus bebês preciosos.
Desde então, dos juncos receberam belas flores aveludadas sobre suas hastes, tanto como uma recompensa e como um lembrete dos gatinhos que se apegaram a eles, a fim de salvar suas vidas.  Willow Cona faz referência ao mito dos gatinhos salvos.
Muitos clãs escoceces adotaram o gato doméstico como seu animal totem, e o clã MacBain utilizava o gato selvagem. Os gatos estavam encarregados pela educação e pelos seus tesouros.  Os escoceses contam a lenda do Poderoso Rei dos Gatos, que poderia responder a qualquer pergunta, e a dos Sith Cath, o Gato das Fadas, com os olhos verde-escuros e as orelhas extremamente longas.



Cordialmente,

Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria

Textos: CBT
Imagens: Internet


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