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13 de abril de 2012

História do Sacrifício do Gato Preto na Magia

Hoje é 6a.feira, dia 13!   Infelizmente é um dia preocupante para quem tem gatos pretos não-domiciliados e para os protetores, que tentam protegê-los de todas as formas possíveis.  Eles são alvos de muita crueldade em algumas datas específicas, e a 6a.feira 13 é uma delas!
O Conselho de Bruxaria Tradicional, nosso parceiro que tem fornecido textos bastante esclarecedores para desmistificar a figura do gato preto nos brindou com mais um texto hoje.
Nossos agradecimentos por mais estas informações!

História do Sacrifício do Gato Preto na Magia



Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um espaço quente, junto à janela. As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo uma Deusa com a sua forma física, Bast.

Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos. Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território. A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.

A Idade Média ficou marcada pela superstição, magia negra e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de pagãos como cristãos. No paganismo, o gato representa sabedoria e proteção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo.

No tarot, no baralho de Rider Waite , a Rainha de Paus é representada com um gato preto aos
seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada. O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato.

Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristão e inquisidores. A sua associação às práticas pagãs, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato. O fato de o gato ser muitas vezes sacrificado em rituais de feitiçaria tornou-o num símbolo a combater.
Depressa começaram a surgir histórias que ligavam os gatos à magia negra. Reza a lenda que por volta de 1560, em Linconshire, filho e pai foram assuntados por um gato preto que lhes cruzou à frente. O animal coxeava e tinha vários arranhões e dirigiu-se para a casa de uma mulher que os habitantes da região suspeitavam que fosse bruxa. No dia seguinte, a mulher apareceu com uma ligadura no braço e tinha passado a coxear. Outra história relatada conta que um agricultor cortou a orelha de um gato durante a noite. O homem acreditava que o gato estava a assombrar a sua propriedade. No dia seguinte, o agricultor regressou ao local apenas para encontrar parte da orelha de um humano.


 Na Alemanha, as histórias sobre a dualidade bruxa/gato preto são comuns. Uma mulher após ter sido acusada de bruxaria e condenada à fogueira, transformou-se em gato preto enquanto ardia. Foi assim que surgiu o mito de que as bruxas se transformam em gatos pretos durante a noite, e foi também desta forma que se encontrou justificação para perseguir estes animais. Em paralelo com as lendas surgem também outros fatos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas superstições. 


O Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto de estimação. O monarca acreditava que o seu gato lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu um dia antes de Carlos I ter sido preso por Oliver Crommwell. O monarca foi acusado de traição e mais tarde decapitado.

Surpreendentemente, o gato preto sobreviveu ha séculos de perseguição. A sua pelagem negra, pela qual era perseguido, era também uma vantagem quando caçava à noite, fundindo-se com a escuridão. Nestes tempos, não faltava alimento para os gatos, uma vez que os ratos abundavam pelas cidades e campos. Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça aos hereges. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais, e em particular dos gatos com pelagem preta e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos. Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular.


Superstições Comuns

Na Escócia

Um gato preto no alpendre traz prosperidade.


Na Itália

Ouvir um gato preto a espirrar traz boa sorte. Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.


Nos Estados Unidos da América

O gato preto que cruza o nosso caminho traz má sorte


Na Irlanda

O gato preto que cruza o caminho de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.


Na Inglaterra

Na costa de Yorkshire, as mulheres dos pescadores acreditam que os seus maridos regressarão sãos e salvos da faina.
 
 
Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional 
Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria
http://www.bruxariatradicional.com.br

 
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31 de outubro de 2011

BRUXO, MAGO, FEITICEIRO E A CAUSA ANIMAL



Neste artigo propomos uma reflexão a respeito do significado das palavras bruxo, mago e feiticeiro, tão mal empregadas na atualidade, na tentativa de, através desta compreensão, levar ao entendimento de que bruxos e gatos não têm necessariamente um relação, ou seja, matar ou maltratar animais sem propósito algum e práticas muitas vezes atribuídas aos bruxos, na realidade não são.


Quais são as fontes para pesquisa?  
A primeira poderia vir do Latim.
O latim é uma antiga língua indo-européia do ramo itálico originalmente falada no Lácio, à região do entorno de Roma. Foi amplamente difundida, especialmente na Europa, como a língua oficial da República Romana, do Império Romano e, após a conversão deste último ao cristianismo, da Igreja Católica.

Outra hipótese é a busca fora do latim, em outras línguas, como os primeiros escritos citando a forma etimológica da palavra.

Não dá para se basear no dicionário Michaelis ou Aurélio, visto que algumas palavras sofreram distorção no tramitar do tempo.


Um exemplo disso é a palavra Bruxaria, que é anterior ao período romano na Ibéria, ou seja, a palavra bruxa, bruja como outras foram indexadas ao latim naquelas regiões e chegaram até as línguas portuguesa e espanhola.

Portanto o termo bruxo tem um significado bem diferente constituído pela Igreja Católica na idade medieval, esta sobre a influência cristã, onde qualquer religião, qualquer seita, qualquer espiritualidade era tida como influência diabólica, portanto uma marginalização em massa; se pensarmos assim, teremos o judaísmo como bruxaria, teremos o luteranismo (movimento protestante) como bruxaria, temos um monte de outras crenças alternativas, inclusive o movimento anti-cristão (satanismo).



Não concordamos com o termo bruxaria nesta fase histórica completamente obscura, tanto socialmente como religiosamente falando, pois o diabo nem entra em nossas crenças, esta visão distorcida cabe para quem estuda e pratica magia do período medieval e moderno, e nem pode ser considerada como Bruxaria (termo para senda) e sim como um agregado de crenças e feitiçarias subjugadas pela Igreja Católica "bruxarias" - feitiçaria maléfica e marginalizada.

Então, o grande problema que a língua portuguesa traz, por ser uma das mais complexas línguas do mundo, é essa dubialidade, essas "corruptelas" da palavra e do sentido que tornam nossa comunicação tão confusa, promovendo guerrinhas tolas e sem sentido.

Hoje vejo até gente da Umbanda falando que faz "bruxarias" com o significado de feitiçaria obscura, que o Exu dela faz "bruxarias". Para quem busca por raiz em cada religião sabe que isso em nada tem haver com Bruxaria em essência.


Sobre a palavra "mago"

 Mago: “1) Antigo sacerdote zoroástrico, origem  persa; 2) Astrólogo; adivinho; 3) Homem que pratica magia; 4) Cada um dos três reis que foram a Belém adorar o menino Jesus; 5) significado de maestria”.

Aqui já vi até variação de palavras que provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno", etc.

Mas de forma algum vem do latim "Maleficus" que deriva Maléfico.


Outra fonte:
É comum atribuir a vasta região da Mesopotâmia como a origem dos magos, porque as suas atividades têm muito a ver com a astrologia. A magia praticada pelos magos proliferou a partir do período de domínio persa (537-330 anos antes de Cristo). Os judeus que estiveram exilados naquela região (597-539 a.C.) receberam essa influência, e, ao retornarem, certamente trouxeram a prática da magia e adivinhação para Israel. O livro Atos dos Apóstolos registra a conversão de muitos magos (At 13,6-8; 19,13-19).

É significativo mencionar que o evangelista Mateus registrou a presença de reis magos no evento do nascimento de Jesus, na cidade de Belém. O Evangelho de Mateus não menciona a quantidade, mas a tradição cristã afirma serem três "reis magos", supondo que cada um trazia uma espécie de presente: ouro, incenso e mirra (Mt 2,1-12). Ao mencionar a presença dos reis magos no nascimento de Jesus, o evangelista queria afirmar a universalidade da mensagem pregada por Jesus Cristo. A manifestação do interesse dos magos do Oriente pelo nascimento de Jesus é completada pelo registro da conversão de pessoas vindas de todos os cantos da terra.




Agora sobre o termo feiticeiro:
1. Aquele que faz feitiço

Quem faz feitiço?
Bruxos, Magos, Umbandistas, Candomblecistas, Catimbozeiros, etc... 

O que são feitiços - Emprego de sortilégio, encantamento, procedimento mágicos. O objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. Um feitiço pode ser benéfico, inofensivo ou maligno, no último caso, um exemplo é uma Maldição. Um feitiço pode ser feito através de rituais, utilizando-se de amuletos, palavras mágicas, poções, etc.


Dessa forma podemos concluir facilmente que nem todo feiticeiro é um bruxo e que não se pode usar o termo “bruxo” como um termo genérico para definir qualquer tipo de praticante de feitiçaria.

E quanto aos animais?

As mais variadas práticas mágicas -práticas de feitiçaria- se utilizam de fontes primárias de energia para através desta manipulação interferir na realidade.

Uma destas fontes, chamada de magia da essências, envolve animais bem como envolve ervas ou outros elementos da natureza, e quando vemos um animal – os gatos, por exemplo - que foi maltratado em algo deste genêro, o que temos é o resultado da falta de maestria de algum feiticeiro que quis fazer uso de uma essência de forma inábil, geralmente movido por propósitos pouco justificáveis.

Não vamos detalhar aqui como é feita a utilização destas essências, nem dizer a que se destinam, exatamente para não despertar mais interesse em práticas que na maioria das vezes são desnecessárias e se prestam a fins egoísticos, seria irresponsável de nossa parte detalhar tais questões, sabendo que a internet esta à merce de interpretações equivocadas e distorcidas.

A verdadeira magia é aquela que transforma, antes de mais nada, a si mesmo; e o feiticeiro, seja ele bruxo, umbandista, xamã, tenha a raíz cultural que tiver, que tem este entendimento, terá a maestria necessária para direcionar seu caminho fazendo o uso adequado das essências.

As antigas civilizações realizavam o sacrifício animal, assim como realizavam também o sacrifício humano, e seria contrariar a história não fazer esta menção; entretanto, neste período, para tal prática, realizada com o mais profundo respeito, o espírito do humano ou do animal era desligado antes quando não, o próprio ser se oferecia para o sacrifício e o propósito sempre era destinado a uma causa muito forte. Não queremos com isto justificar qualquer prática, nem cair no julgamento da cultura de qualquer povo, não estamos tomando partido ou dizendo que seja certo ou errado, mas sim contando a forma como este tipo de prática era tratada na antiguidade, algo bem diferente do que vemos em matadouros ou em fábricas de casacos de peles.

No mais, existem formas de substituíção para estas práticas, trocas de essências que podem ser realizadas, como dito, a forma sempre depende da maestria e da intenção do feiticeiro que a prática.


Cordialmente,




Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria

 
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